Não sei até que ponto é possível
fugir dos clichês, mas Istambul é uma mistura impressionante de dois
continentes. Em minha primeira viagem à Europa, me senti dentro de um sonho. Os
cantos ressoando dos minaretes, as barraquinhas com comidas típicas pelas ruas,
cheias de cheiros e sabores que espero nunca esquecer. A maravilhosa praça onde
Hagia Sophia e Mesquita Azul ficam frente à frente. Mulheres com lenços de
todas as cores. Grandes mercados onde não se anda cinco passos sem ser abordado
por um vendedor. Istambul foi o prenúncio do que seria nossa viagem de quase
duas semanas pela Turquia: paisagens lindíssimas, contraste entre riquezas que
não conseguimos avaliar e pessoas idosas vendendo milho no chão sujo de praças repletas
de pombos, conservadorismo e tolerância, ouro e pedras preciosas, misticismo e
espiritualidade. Pessoas extremamente cordiais (talvez por sermos turistas,talvez
não), e quase todos os que lidam com turistas falam e entendem inglês
suficientemente.
Nós chegamos a Istambul de um voo
proveniente de Milão. Chegamos de manhã e fomos direto pro hotel (Best Town
Hotel, preço justo, confortável e ótimo atendimento), que ficava bem próximo à lindíssima
Praça de Sultahnamet. Já de frente para o hotel havia uma das muitíssimas
lojinhas de luminárias e cerâmica, assim como o resto da rua e do bairro. Nós
nos deixamos perder pela cidade nos três dias seguintes (gostaria de ter ficado
mais tempo, mas nosso roteiro pelo país era ambicioso).
No primeiro dia, já experimentamos
a ótima Efes, a cerveja local, ótima para paladares brasileiros acostumados a
cervejas pilsen leves e começamos a nos aventurar na culinária local, cheia de
pratos bem condimentados, cheios de molhos e iogurte. Minha sobremesa pelos
próximos dias passou a ser o lokum,
ou turkish delight, até hoje não sei
exatamente do que é feito, mas tem a textura de uma goma e é recheado com os
mais diversos – e possivelmente surpreendentes - ingredientes. Eu escolhia pela
cor.
Próxima parada: as mesquitas
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