quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A magia das mesquitas


 As mesquitas povoam todos os cenários da Turquia, da imponente Mesquita Azul às pequenas mesquitas que vemos pelas estradas e identificamos sempre pelos minaretes e cúpulas.

A que mais me impressionou foi a Süleymaniye Mosque. Ela estava na lista de lugares que eu queria visitar, mas acabamos dando com ela sem querer, e que sorte! Nós viajamos em setembro, e setembro na Turquia faz caloooor! Era um domingo, nós já tínhamos andado horrores pela cidade, eu só queria descansar à sombra. De repende, chegamos à Süleymaniye. Os jardins estavam vazios, cheios de paz. Pouquíssimas pessoas. Algumas lendo, pequenos grupos conversando, mas a maioria em silêncio, meditando. A mesquita em si é enorme, a arquitetura é lindíssima. É uma beleza um pouco diferente pros padrões ocidentais (mas não muito). A arquitetura é imponente e a beleza está nos detalhes, mas não no excesso (bem diferente da Basílica de São Pedro, por exemplo). As enormes luminárias circulares também impressionam. Em tese, nós não podemos entrar durante as celebrações, mas quando nós chegamos havia tão pouca gente que nos deixaram ficar. A tolerância com a presença dos turistas me espantou. Só é necessário, é claro, respeitar regras básicas, do tipo fazer silêncio, , tirar os sapatos eusar um véu – que eles mesmos disponibilizam, se você não quiser comprar -  para cobrir a cabeça e, dependendo do que você estiver vestindo, cobrir as pernas.





Eu adorava quando, dos minaretes, começavam a soar os “cantos” chamando as pessoas para rezar nas mesquitas.  Dá uma aura à cidade diferente de tudo o que eu já vi. A Mesquita Azul também é linda e imponente. Seus seis minaretes são iluminados no final da tarde, assim como a fonte que fica em frente à mesquita. No domingo que passamos lá, a praça em que ficam a mesquita e aHagia Sophia estava cheia de pessoas, turistas e não turistas, aproveitando o clima, passeando, tirando fotos e consumindo as dezenas de tipos de comidinhas disponíveis nas ruas – suco de romã espremido na hora, o delicioso sorvete que não cai no chão, as amêndoas torradas na hora, doces, biscoitos etc etc etc. Um dos melhores fins de tarde que eu já passei.



Istambul - um dia eu volto!

Não sei até que ponto é possível fugir dos clichês, mas Istambul é uma mistura impressionante de dois continentes. Em minha primeira viagem à Europa, me senti dentro de um sonho. Os cantos ressoando dos minaretes, as barraquinhas com comidas típicas pelas ruas, cheias de cheiros e sabores que espero nunca esquecer. A maravilhosa praça onde Hagia Sophia e Mesquita Azul ficam frente à frente. Mulheres com lenços de todas as cores. Grandes mercados onde não se anda cinco passos sem ser abordado por um vendedor. Istambul foi o prenúncio do que seria nossa viagem de quase duas semanas pela Turquia: paisagens lindíssimas, contraste entre riquezas que não conseguimos avaliar e pessoas idosas vendendo milho no chão sujo de praças repletas de pombos, conservadorismo e tolerância, ouro e pedras preciosas, misticismo e espiritualidade. Pessoas extremamente cordiais (talvez por sermos turistas,talvez não), e quase todos os que lidam com turistas falam e entendem inglês suficientemente.

Nós chegamos a Istambul de um voo proveniente de Milão. Chegamos de manhã e fomos direto pro hotel (Best Town Hotel, preço justo, confortável e ótimo atendimento), que ficava bem próximo à lindíssima Praça de Sultahnamet. Já de frente para o hotel havia uma das muitíssimas lojinhas de luminárias e cerâmica, assim como o resto da rua e do bairro. Nós nos deixamos perder pela cidade nos três dias seguintes (gostaria de ter ficado mais tempo, mas nosso roteiro pelo país era ambicioso).


No primeiro dia, já experimentamos a ótima Efes, a cerveja local, ótima para paladares brasileiros acostumados a cervejas pilsen leves e começamos a nos aventurar na culinária local, cheia de pratos bem condimentados, cheios de molhos e iogurte. Minha sobremesa pelos próximos dias passou a ser o lokum, ou turkish delight, até hoje não sei exatamente do que é feito, mas tem a textura de uma goma e é recheado com os mais diversos – e possivelmente surpreendentes - ingredientes. Eu escolhia pela cor

Próxima parada: as mesquitas